segunda-feira, 28 de abril de 2014

O Estágio e o Bullying

Descobrindo o Bullying

Você pode até pensar o que um tem a ver com o outro. Ora, não é a primeira vez que ouvi falar do bullying, eu mesma sofri, era o bichinho de goiaba branca, que era bem melhor do que lagartixa branca. Sofri mesmo por ser branquela.
Mas esses últimos dias, fui tocada por uma outra visão de discriminação, aquela que é ainda mais visível, que foge do comum, que choca o olhar, a deformação física.
Uma prima muito querida, Ariane, me emprestou um livro de sua coleção preciosa, o que é uma honra, e foi aí que me toquei.
A deformação física é algo que deve fazer parte da preparação de um professor. O mundo é muito padronizado, tem o bonito e o feio, e como fica o diferente?
Falei disso em outro post, onde me perguntei porquê  algumas coisas encantam e outras não. Mas aqui é diferente. O August encantou sem beleza alguma, estou apaixonada.
O livro se chama EXTRAORDINÁRIO, de R. J. Palacio, editora Intrínseca.
Como me emocionei...
O livro conta a história de uma criança que nasceu com uma deformidade facial muito rara, passou por várias cirurgias, mas nada que melhorasse de fato seu rosto. Era inteligente, bem humorado, e extremamente consciente. O bom mesmo, foi conhecer uma história de todos os lados, da irmã, dos colegas, do namorado da irmã. E no final, perceber o quanto a direção da escola, junto com os professores, foram sensíveis e inteligentes o tempo todo, mesmo quando pensei que não estivessem olhando.
Como futura ótima profissional que quero me tornar, a gestão foi um show de exemplo.
Chorei horrores, claro, sou humana, mas aprendi múltiplas lições com o August, é isso que a leitura faz sempre comigo...

Linguagem Visual

                                    Sensibilizando o olhar na Linguagem Visual

 É importante nos atentar para coisas que outrora pareciam pequenas, não como neura, mas sim como meio de comunicação.
Que as pessoas falam com seu jeito de vestir, andar, sentar e se relacionar todos já sabem. O que eu me pergunto aqui, é como ficamos encantados com o lindo. O porquê de ficarmos extasiados com certas paisagens, hipnotizados por determinadas pessoas , coisas, obras, objetos.
E por falar em beleza física, quem nunca se encantou com uma pessoa linda que prendeu seu olhar no primeiro momento e perdeu sua admiração em outro, entrando para a zona de comum?
Deve ser  porque a beleza deve vir acompanhada...

Assistindo esse a vídeo abaixo pude elucidar um pouco minhas indagações.

domingo, 6 de abril de 2014

Conclusão de Estágio



Concluindo a quarta etapa

Como é incrível o amadurecimento adquirido nesses dois anos de curso. O olhar tão desejado pela professora, mais questionador, mais reflexivo, e acima de tudo mais consciente de quanto ainda precisa evoluir.
A meu ver o relatório é mais do que descrever a vivência escolar, é dialogar com estudos teóricos e refletir nossa condição na profissão escolhida.
Ao escrever o meu, fui reconstruindo concepções e destruindo preconceitos desconhecidos até então.
O olhar...
Ah, o olhar que que instiga e que promove o conhecimento.
É fato que alguns momentos nem são tão bonitos, mas até eles são úteis, se olhados sob uma nova perspectiva.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

FEIRA DE LIVROS NA PRAÇA DE SERVIÇOS DA UFMG

FEIRA DE LIVROS

Para falar sobre isso, na última Feira de Livros da UFMG, 26/03/2014, comprei um livro,alguns,rsrsrs, mas esse em especial , HISTÓRIA DA CULTURA ESCRITA: século XIX e XX, editora Autêntica, organizado por um grupo de pesquisadores do Ceale, foi uma preciosidade!

Sempre me perco em feira de livros.
Mas, ele tem uma parte que fala da história da oralidade, das autobiografias, e me encantei com a história do médico e poeta Pedro Nava (p.184), onde  contou sua relação com a literatura antes mesmo de aprender a ler, em como sua família contribuiu na formação de leitor e escritor que se tornou. Claro que o ambiente em que cresceu, abastado, foi muito favorável, mas a obra apresenta exemplos de realidades diferentes e nem por isso com menos sucesso da qualidade de leitor.
Vai aqui uma foto da minhas aquisições. Além do livro citado acima, também comprei Literatura & Educação de Gabriel Perissé, que é fabuloso, e um pequeno deleite A Literatura na Leitura da Infância, de Fátima Miguez.
Não sei se fiquei um pouco mais pobre ou muito mais rica.

A BIBLIOTECA-ESPAÇO FORMADOR

A BIBLIOTECA

A primeira vez que entrei em uma biblioteca eu tinha quatorze anos, era propriedade particular, de um amigo muito importante do interior, um "Senhor".
Foi o momento mais memorável da minha vida.
Eu não queria sair de lá.
Esse espaço adquiriu a concepção de templo para mim, devido sua importância.
 Com os livros, eu conhecia o mundo. Conheci a Grécia, o Egito, a África, Japão, até a Rússia eu visitei, na verdade corri o mundo em aventuras literárias.
Por isso, defendo a leitura com tanto amor. Acredito firmemente o quanto a leitura amplia os horizontes.
Quem não lê, se priva de muitas experiências enriquecedoras.

Assim, me incomoda muito, identificar crianças que ainda não reconhecem os códigos da escrita, curiosas e ávidas por tal decodificação, e nenhuma pessoa que possa traduzir as imagens em palavras. Penso que assim não pode ser uma biblioteca completa.
Para mim, biblioteca não é apenas um depósito de livros, seria bom se tivesse,mas não seria essencial uma diversidade enorme de exemplares, bastaria que fossem significativos e diversos, e gostaria também que fosse de fato um local aconchegante, inspirador, atraente...pensando bem, uma janela para o mundo.
Nesse quesito, a educação infantil do meu campo de estágio deixou muito a desejar...



Última semana de estágio

Que semana difícil e surpreendente!

É no mínimo desconcertante, ao menos para mim, apontar falhas em trabalho alheio. Parto do princípio de que todos se esforçam para manter um padrão de qualidade no trabalho. E quando isso não ocorre, ainda que por forças maiores, acho difícil criticar o outro.

O meu campo de estágio sofreu transformações terríveis nos últimos dias. Claro que não foi tão repentinamente, mas como tudo que se relaciona ao poder público é moroso demais, acho que ninguém acreditava muito.
Enfim, aconteceu. A educação infantil do meu campo de estágio foi fechada pelo município.
Não é que ninguém tenha ficado desamparado, todos foram remanejados para os novos espaços das UMEIs da cidade, porém, ninguém está preparado para grandes mudanças numa rotina há tanto tempo solidificada.
É um susto.
Contudo, tem o lado bom, a UMEI é um projeto pensado para a criança, e todas vão perceber o quanto isso vai promover a educação em todos os aspectos, seja social, afetivo, cognitivo.
O novo assusta, mas também revigora.