sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Estágio no Ensino Fundamental

É o quarto dia de estágio.
As crianças já me recebem com carinho. Como se acostumam rápido!
A professora segue a agenda, como é segunda feira, biblioteca, português, recreio, matemática e educação física.
 Nessas atividades várias competências são contempladas. Noção de espaço, tempo, quantidade,lateralidade,psicomotricidade,entre outras.
Mas o que me incomoda mesmo é a mecanização em que tudo acontece.
Na biblioteca, nem uma palavra, na sala nem uma palavra, na educação física, nem uma palavra. Onde é que acontece a interação de conhecimento tão valorizada por Vigotsky?

Palestra "Diálogos da Escrita e Leitura" com Ana Teberosky

Essa semana,09/09/2014, tive a honra de assistir, na Universidade Federal de Minas Gerais, uma palestra que contempla um assunto altamente importante para meus estudos, Alfabetização e Letramento.

Na mesa, pesquisadores importantes, como Ana Teberosky, Mônica Corrêa Batista, Isabel Frade, Maria Beatriz Luce, secretária da Educação Básica do Ministério de Educação, que também é Pedagoga.
Maria Beatriz Luce ressaltou a importância do diálogo  das comunidade de pesquisas entre as universidades mundiais, divulgando as práticas educacionais exitosas. Assegurou que a educação é um Trabalho em Movimento.
Falou sobre as unidades que estão sendo criadas para a educação infantil, considerando seu aspecto arquitetônico, e assim a importância dessas condições físicas.
Deixou no ar uma pergunta, que como sempre, muito me incomodou:
"O que todo estudante deveria saber ao concluir a educação básica?"

Ana Teberosky, a ilustre  e séria palestrante, compartilhou um pouco de suas experiências e pesquisas. Afirmou que a quantidade de livros é importante, mas que é preciso utilizar livros que dinamizam a leitura, com características estruturais de começo meio e fim, linguagem simples, e variações de linguagem, repetições, enumerações, encadeamento,etc.
  "A responsabilidade de leitura é da professora, se esperarmos pela criança..." disse.
Sugeriu que sempre que possível, desde os três anos de idade, se construa texto à duas mãos. Professor escreve o que o educando diz.

Foram três horas de intenso conhecimento.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

DIA DA ALFABETIZAÇÃO-

                                          DIA DA ALFABETIZAÇÃO- 08 DE SETEMBRO

Nesse dia da Alfabetização parabenizo os estudiosos- pesquisadores e disseminadores que tanto contribuem para um melhor entendimento dessa prática.
Se fosse citar nomes, teria uma lista sem fim, e certamente, correria o risco de ser injusta por deixar muitos de fora.
Mas, você que contribui, direta ou indiretamente: Meus Parabéns!

Como os que me conhecem já sabem, sou apaixonada por biblioteca, e hoje, exatamente hoje, me deparei com um pequeno e intenso livro:

Guia Prático do Alfabetizador- Marlene Carvalho


                                        " A afetividade entra em cena quando a descoberta da leitura começa em situação de jogo, 
                                                 de  brincadeira, de proximidade com o adulto que estimula a leitura, como acontece nas boas 
                                                 escolas da educação infantil e nas famílias em que pais e avós habitualmente contam  histórias                                                  aos seus       filhos." Carvalho (2009.

Que leitura prazerosa!


Segue uma sugestão de pesquisa:
http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/praler/tp/tp1.pdf



Primeiro Dia

 Primeiro Dia

Chegamos juntos, eu e as crianças. Muitas crianças...

A escola possui um pátio relativamente pequeno, mas cada turminha já se posicionava, mais ou menos, formando uma fila para a entrada. Uma música infantil e alegre tocava no auto falante, entusiasmando as crianças.
Fui orientada pela supervisora qual turma acompanharia, e me juntei à eles a espera da professora, que faltou. Contudo, chegou uma pessoa que a substituiria. Fomos direto para a biblioteca.
A professora estava um pouco desorientada, mandava que todos se assentassem em silêncio e pegassem um livro para ler . Mas ela não percebeu: eles tem seis anos, e ainda não são alfabetizados.

Minha relação com a biblioteca é diferente, e possui outros conceitos.
Previ um dia difícil...
Uma hora depois, após ouvirmos discursos sem lógica para as crianças, subimos para a sala de aula.
A sala é arejada, iluminada, colorida, mas o ambiente é seco e sem afetividade. Gritos e lamentos se repetiram por mais quarenta minutos. As crianças olhavam assustadas, até eu estava assustada, acho que não consegui disfarçar, pois logo ela começou a se justificar, dizendo ser aquele um dia difícil.
Foi distribuído uma atividade de ditado simbólico, que ela explicou uma vez e se negou a repetir as orientações. A maioria fez errado, é claro, mas se apegaram ao colorido. Ninguém dizia nada.
Às quinze horas descemos para o recreio, que durou trinta minutos, ao voltarmos novamente outra atividade foi distribuída, dessa vez de matemática, contar as figuras.
Quando terminaram, foram encaminhados ao auditório para uma apresentação musical da turma da Escola Integrada.

Conclusão:
O tempo foi bem distribuído, mas possivelmente, mal explorado. A passividade é valorizada pela profissional. Talvez ela estivesse realmente num mal momento, talvez seus tormentos fossem maior que a sensibilidade, mas o fato é que ficou uma má impressão.
Quem sabe na próxima???









Novo Campo de Estágio- Tragetória

Escolhendo o novo "Campo de Estágio"

A escolha de um novo campo de estágio não é fácil. Devo dizer que os fatores que o determinam são vários. De uma abertura de possibilidades de pesquisa  às comodidades e identificações pessoais.

Nesse contexto, optei por escolher uma escola próxima a minha casa, onde um dia fui aluna, e que em outro recebeu minhas filhas.
Ao chegar, para minha surpresa, fui muito bem recebida, a diretora atual foi a professora de minhas filhas, o que muito facilitou, pois imediatamente e cheia de elogios, fui acolhida com uma frase:
- Conhecemos uma mãe através dos filhos. Seja bem vinda!

Sobre isso, muito me emociona as palavras de Helena Antipoff quando se trata das relações humanas,

                  "O que me preocupa, ainda é sobretudo, a harmonia entre os homens, aquela constante   afabilidade, o respeito
é a confiança mútua que deve existir entre todos aqueles que convivem, construindo o presente e o futuro."







Helena Antipoff: Psicóloga e Pedagoga russa, discípula de Piaget e Claparèd,  que veio para Minas Gerais para contribuir com seus estudos na  Reforma Educacional de Eduardo Campos. Consolidou um grande trabalho na educação, à saber, deixando no seu legado, inclusive, a Fundação Helena Antipoff.

Referências:
http://www.fha.mg.gov.br/index.php

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Tudo Novo...

Novo semestre, novos temas, novo professor, novo campo de estágio... tudo novo.
Quase assustadoramente novo.
Digo isso não por covardia, mas o novo é simplesmente inexplicável.
E chega a ser fantástico quando penso que deve ser assim mesmo que se sente uma criança iniciando sua vida escolar.
Nesse contexto, a disciplina Alfabetização propõe a reflexão para uma futura prática.
Métodos Sintéticos ou Analíticos, qual o melhor? Existe mesmo a indissociabilidade?
Tenho refletido...



segunda-feira, 28 de abril de 2014

O Estágio e o Bullying

Descobrindo o Bullying

Você pode até pensar o que um tem a ver com o outro. Ora, não é a primeira vez que ouvi falar do bullying, eu mesma sofri, era o bichinho de goiaba branca, que era bem melhor do que lagartixa branca. Sofri mesmo por ser branquela.
Mas esses últimos dias, fui tocada por uma outra visão de discriminação, aquela que é ainda mais visível, que foge do comum, que choca o olhar, a deformação física.
Uma prima muito querida, Ariane, me emprestou um livro de sua coleção preciosa, o que é uma honra, e foi aí que me toquei.
A deformação física é algo que deve fazer parte da preparação de um professor. O mundo é muito padronizado, tem o bonito e o feio, e como fica o diferente?
Falei disso em outro post, onde me perguntei porquê  algumas coisas encantam e outras não. Mas aqui é diferente. O August encantou sem beleza alguma, estou apaixonada.
O livro se chama EXTRAORDINÁRIO, de R. J. Palacio, editora Intrínseca.
Como me emocionei...
O livro conta a história de uma criança que nasceu com uma deformidade facial muito rara, passou por várias cirurgias, mas nada que melhorasse de fato seu rosto. Era inteligente, bem humorado, e extremamente consciente. O bom mesmo, foi conhecer uma história de todos os lados, da irmã, dos colegas, do namorado da irmã. E no final, perceber o quanto a direção da escola, junto com os professores, foram sensíveis e inteligentes o tempo todo, mesmo quando pensei que não estivessem olhando.
Como futura ótima profissional que quero me tornar, a gestão foi um show de exemplo.
Chorei horrores, claro, sou humana, mas aprendi múltiplas lições com o August, é isso que a leitura faz sempre comigo...