domingo, 30 de março de 2014

SEGUNDA SEMANA DE ESTÁGIO

Segunda semana de Estágio

Essa semana  do estágio foi atípica novamente.
A escola se encontrava em grande confusão por motivos de mudança. A educação infantil está para ser remanejada para uma unidade da UMEI.
 Assim, nada funcionava direito, poucas crianças aparecerem, as professoras,em menor número, não sabiam nem o que fazer direito. Todos esperavam alguém da Secretaria de Educação ou um responsável da Regional de BH que sempre adiavam para o dia seguinte, aumentando ainda mais a tortura do grupo.
O clima não era bom, era de insegurança de todas as partes.
Em função disso, optaram por realizar muitas atividade de contação de histórias, o que muito me agradou. 
Contudo, mesmo com o entusiasmo das poucas crianças ali presentes, a história não tinha tanta magia.
Fiquei pensando em como o afetivo do professor interfere no trabalho.
Lá, naquele dia, se tinha tudo, mas faltava algo. Algo que daria vivacidade ao professor.
O professor é um profissional, que como qualquer outro qualquer, precisa  que tudo colabore em função de seu desenvolvimento.

Um apelo para os Estagiários

O estágio proporciona uma visão "embaçada" da realidade escolar. Isso porque quem o realiza é inexperiente e sem senso critico.
Estou dizendo isso por que essa semana tive a oportunidade de dividir o espaço com mais duas estagiárias diferentes, embora mais novatas do que eu naquele espaço escolar.
Um olhar assustado, receoso de perguntas, gestos cuidadosos, sem querer atrapalhar... até os professores parecem mais cautelosos, sabendo-se  "vigiados" pelos olhares atentos dos novos personagens na escola.
E o que dizer das crianças? Parecem movidas por inquietações: será que ela vai ser uma nova professora? quem é essa moça? posso pedir ajuda?posso pedir carinho?
 Nada ali soa natural...
Cada qual com sua visão, acaba tolhendo os estagiários das experiências que os mesmos deveriam viver.
Professores experientes que me ouçam, sejam compreensivos com os estagiários, eles estão se espelhando em você de alguma forma, são parceiros, não rivais.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Mil Questionamentos


Mil questionamentos

Essa semana foi "quebrada" por uma uma paralisação na quarta feira, dia 19/03/2014, onde servidores municipais fizeram uma assembléia e em seguida uma passeata, reivindicando 15% de aumento salarial, entre outras solicitações. Com isso meu estágio foi levemente interrompido.Aproveitei esse dia para buscar um pouco mais de informações sobre a leitura na escola.Pensei em como abordaria  em meu relatório.Como garante Magda Soares, professora titular emérita da Faculdade de Educação da UFMG, especialista em Alfabetização e Letramento, "a leitura começa muito antes da escola, pois vivemos num mundo grafo cêntrico."
A escola deve então, promover as múltiplas possibilidades de leitura e escrita para o aluno.Pensando nisso, me pergunto:-Quais são os meios de incentivo a leitura que a escola do meu campo de estágio promove?-Que recursos ela utiliza para possibilitar esse acesso a criança?-Qual o valor da leitura literária que a escola concebe para a Educação Infantil e para o Ensino Fundamental?-Como a escola vê a família na interação da criança-leitura?-Como a criança entende o significado da leitura literária?-Como a criança concebe o livro?-Como os professores utilizam a biblioteca ? -Qual a concepção da biblioteca para os professores. São muitas as questões, e espero responder ao menos uma pequena parte delas.


É ouvindo histórias que se pode sentir emoções importantes como a tristeza, o pavor, a insegurança, a tranqüilidade e tantas outras mais. “É através duma história que se podem descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e de ser, outra ética, outra ótica...É ficar sabendo História, Geografia, Filosofia, Política, Sociologia, sem precisar saber o nome disso tudo e muito menos achar que tem cara de aula...”.( ABRAMOVICH, 1995, p. 17).







Referências
ABRAMOVICH, F.  Literatura infantil: gostosuras e bobices.  5.ed.  São Paulo : Scipione, 1995.
Continuando na Biblioteca

 A biblioteca conta com uma profissional concursada pelo município de Belo Horizonte e formada em biblioteconomia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Conta  também uma ajudante.
Ao realizar algumas perguntas, a ajudante disse que as respostas só poderiam ser dadas pela própria bibliotecária, e que eu deveria marcar um horário para isso.
Assim, ficou agendado um horário para a próxima semana.
Enquanto isso, continuei minhas pesquisas nos documentos que a escola possui.
Descobri que a escola não possui materiais ou documentos produzidos pela comunidade, nem mesmo sua história garantiu um espaço significativo, pois o material é muito pequeno e com poucas informações.
A sala é ampla, tem boa iluminação e ventilação. Possui mesas e cadeiras confortáveis.
Na seção infantil tem um tapete colorido e almofadas convidativas, além de uma mesa e bancos enormes onde se sentam várias crianças.Lá, elas são livres para escolherem onde querem ficar,escolhem o livro ou gibi de preferência e, neste dia, sentaram-se em duplas ou sozinhas, onde falavam baixinho, e se alterassem o tom de voz, logo aparecia alguém que os adivertiam, geralmente, a auxiliar.
No final, podiam escolher um livro para levarem para casa, que deveriam retornar na próxima semana.
Perguntei a uma garotinha, de quatro anos, quem leria para ela, e ela respondeu "ninguém", disse que a mãe trabalhava muito e a vovó não enxergava direito. Peguei o livro e li para ela, que me deu um beijo enorme, mas pedi que lesse um para mim também, e ela adorou, fazendo sua interpretação mais adequada que pensei ser possível, orientada pelos monstros  marinhos.
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PRIMEIRA SEMANA DE ESTÁGIO DO 4° PERÍODO

Essa foi a primeira semana do estágio, e embora o tempo tenha sido relativamente pouco, as observações foram muitas. Pouco a pouco descreverei essa interessante vivência.
Para começar, estar de volta ao campo de estágio poderia  ser a coisa mais simples e comum, já que estou de volta pela quarta vez. Mas, não foi bem assim, alguma coisa dentro de mim se alterou significativamente, acho que o conhecimento me amadurecendo. Ótimo isso!
O primeiro espaço em que estive, foi a tão amada biblioteca. Amo ver a disposição dos livros, o silêncio, a liberdade de se mexer e tirar da estante cada exemplar. Percebo o quanto o livro carrega de significado para mim.
Fui criada concebendo o livro como algo tão precioso que até seu toque deveria ser delicado. Os poucos materiais que tive, jamais tiveram orelhas, sujeiras ou rasgos, e isso considerando que nem capa dura existia no meu meio. Fiquei horrorizada a primeira que vi uma criança de dois anos comer um livro. Isso me levou a entender que a criança não deveria manusear um livro de qualquer maneira e sem que um adulto estivesse por perto. 
Mas, ainda bem que estou tendo a oportunidade de rever esses conceitos, sem esquecer porém, do valor que o mesmo deve receber, mas entendendo que isso é quase natural, fico até me policiando para não descabelar, embora ainda não dê conta de não interferir, ainda que sutilmente. 
A escola dá bastante liberdade para as crianças nesse espaço. Seu acervo é limitado, contudo apresenta em sua coleção obras de interesse para os ensino fundamental e educação infantil. 
Tem obras tradicionais, como Victor Hugo e Machado de Assis, mas também tem espaço para J. K. Rowling e seu Harry Potter ou Rick Riordan com seu Percy Jackson, o importante é atrair a garotada.
Na seção da educação infantil também conta com os clássicos dos Irmãos Grimm e Esopo, mas sem esquecer Ziraldo, Ana Maria Machado ou Monteiro Lobato. Só o que me incomoda é não ter ninguém que possa mediar as crianças neste espaço tão rico que é a biblioteca.

Prover os espaços das crianças com história, poemas e livros informativos é de suma importância para favorecer o acesso à língua escrita, além de motivar o desejo de aprender a ler. Na sala de aula o canto da biblioteca é o ponto de destaque para as crianças, e este espaço deve ser organizado e atrativo. Sendo assim, para a formação de uma biblioteca infantil é necessário esforço e preocupação para selecionar um corpus (coleção) de obras que seja valiosa e que satisfaça as necessidades literárias das crianças. (TEBEROSKY; COLOMER, 2003) - 
Referências
Teberosky, Ana. Colomer, Tereza. Aprender a Ler e a Escrever: uma proposta Construtivista. Porto Alegre: Artimed, 2003. - 

sábado, 1 de março de 2014

Percurso Inicial do Estágio de Pedagogia

Quando procurei uma escola para estagiar, meu critério maior foi o acesso que eu teria à ela. Perto, segura,boas indicações , essas coisas. E assim a encontrei.
No primeiro módulo minhas observações se restringiram ao espaço físico, e confesso, me deslumbrei com o que vi.
 Minha ideia de escola estava presa ao modelo da escola que convivi á algum tempo, e nada se comparava.
Sala de aula, banheiros, bebedouros,cantina,brinquedos, tv, auditório, biblioteca, materiais,nossa, era muita coisa para meu parco nível de exigência, até nascente tinha na escola!
 No segundo módulo eu teria que relatar o ambiente educativo, aí fiquei mais um pouco mais crítica,e também mais consciente do quanto deveria sensibilizar meu olhar.
No terceiro módulo é que ficou bem difícil, pois falar de democracia é quase como cometer um crime. Na escola todos dizem exercê-la, na comunidade todos garantem desconhecê-la. Retratar isso,com poucas informações, de maneira formal e imparcial, sem ferir ninguém, foi quase impossível para mim.
Foi incrivelmente difícil.

O que ficou de bom nesse tempo foram as perguntas que explodiram dentro de mim, conceitos e paradigmas quebrados num conflito enorme de crenças do que acredito ser possível e viável na minha formação e futura atuação como professora.
De fato, do futuro não sei nada, mas quero crer que posso fazer minha parte, buscando um bem comum  enquanto cidadã do mundo.

http://kdfrases.com/usuario/redahora/frase/2675f

Reiniciando meu estágio de Pedagogia

Então colegas, inicia-se aqui meu diário de estágio da grade curricular do meu curso de Pedagogia.

Bom,mais ou menos um começo,pois está mais para recomeço,já que esse será o quarto período desse estágio.
Essa semana tentei um contato com a coordenadora, mas como sabem, a semana que passou era véspera de carnaval, e assim, tudo caminha à passos lentos, ou melhor,nem caminha.
Enquanto isso vou pesquisando teoricamente os assuntos relacionados ao atual percurso do estágio.

Desde 2012 venho relatando as observações no meu campo de estágio, uma escola da periferia de Belo Horizonte,MG. Meu olhar tem evoluído significativamente, considerando minha iniciação acadêmica, mas ainda está longe  das expectativas das minhas professoras, que não sei como, mas elas conseguem ser mais exigentes que eu mesma.
Em outro post, exclusivo, farei um breve resumo dos módulos anteriores.