segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Primeiro Dia

 Primeiro Dia

Chegamos juntos, eu e as crianças. Muitas crianças...

A escola possui um pátio relativamente pequeno, mas cada turminha já se posicionava, mais ou menos, formando uma fila para a entrada. Uma música infantil e alegre tocava no auto falante, entusiasmando as crianças.
Fui orientada pela supervisora qual turma acompanharia, e me juntei à eles a espera da professora, que faltou. Contudo, chegou uma pessoa que a substituiria. Fomos direto para a biblioteca.
A professora estava um pouco desorientada, mandava que todos se assentassem em silêncio e pegassem um livro para ler . Mas ela não percebeu: eles tem seis anos, e ainda não são alfabetizados.

Minha relação com a biblioteca é diferente, e possui outros conceitos.
Previ um dia difícil...
Uma hora depois, após ouvirmos discursos sem lógica para as crianças, subimos para a sala de aula.
A sala é arejada, iluminada, colorida, mas o ambiente é seco e sem afetividade. Gritos e lamentos se repetiram por mais quarenta minutos. As crianças olhavam assustadas, até eu estava assustada, acho que não consegui disfarçar, pois logo ela começou a se justificar, dizendo ser aquele um dia difícil.
Foi distribuído uma atividade de ditado simbólico, que ela explicou uma vez e se negou a repetir as orientações. A maioria fez errado, é claro, mas se apegaram ao colorido. Ninguém dizia nada.
Às quinze horas descemos para o recreio, que durou trinta minutos, ao voltarmos novamente outra atividade foi distribuída, dessa vez de matemática, contar as figuras.
Quando terminaram, foram encaminhados ao auditório para uma apresentação musical da turma da Escola Integrada.

Conclusão:
O tempo foi bem distribuído, mas possivelmente, mal explorado. A passividade é valorizada pela profissional. Talvez ela estivesse realmente num mal momento, talvez seus tormentos fossem maior que a sensibilidade, mas o fato é que ficou uma má impressão.
Quem sabe na próxima???









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