Você pode até pensar o que um tem a ver com o outro. Ora, não é a primeira vez que ouvi falar do bullying, eu mesma sofri, era o bichinho de goiaba branca, que era bem melhor do que lagartixa branca. Sofri mesmo por ser branquela.
Mas esses últimos dias, fui tocada por uma outra visão de discriminação, aquela que é ainda mais visível, que foge do comum, que choca o olhar, a deformação física.
Uma prima muito querida, Ariane, me emprestou um livro de sua coleção preciosa, o que é uma honra, e foi aí que me toquei.
A deformação física é algo que deve fazer parte da preparação de um professor. O mundo é muito padronizado, tem o bonito e o feio, e como fica o diferente?
Falei disso em outro post, onde me perguntei porquê algumas coisas encantam e outras não. Mas aqui é diferente. O August encantou sem beleza alguma, estou apaixonada.
O livro se chama EXTRAORDINÁRIO, de R. J. Palacio, editora Intrínseca.
Como me emocionei...
O livro conta a história de uma criança que nasceu com uma deformidade facial muito rara, passou por várias cirurgias, mas nada que melhorasse de fato seu rosto. Era inteligente, bem humorado, e extremamente consciente. O bom mesmo, foi conhecer uma história de todos os lados, da irmã, dos colegas, do namorado da irmã. E no final, perceber o quanto a direção da escola, junto com os professores, foram sensíveis e inteligentes o tempo todo, mesmo quando pensei que não estivessem olhando.
Como futura ótima profissional que quero me tornar, a gestão foi um show de exemplo.
Chorei horrores, claro, sou humana, mas aprendi múltiplas lições com o August, é isso que a leitura faz sempre comigo...
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